Crenças… O que são crenças?

O livro “Os quatro compromissos de Don Miguel”, explica que nascemos com a capacidade de aprender a sonhar, e o seres humanos que viveram antes de nós, nos ensinaram a sonhar de uma forma que a sociedade sonha.

Crianças acreditam em tudo os que os adultos dizem, concordam com eles, e a fé é tão forte, que controla todos os sonhos de vida. Os resultados são o que chamamos de crenças e podemos chamar este processo de domesticação dos seres humanos.

Primeiro a criança aprende o nome das pessoas e das coisas. No dia a dia da escola, na igreja e a televisão nos dizem como viver e até mesmo qual o tipo de comportamento é aceitável. O sonho exterior nos ensina a ser um humano, termos conceitos completos do que é uma “mulher” e o que é um “homem”. Também aprendemos a julgar a nós mesmos, as outras pessoas, os vizinhos…

O resultado desta domesticação é começarmos a fazer as coisas para agradarmos e sermos aceitos, pois temos medos de sermos rejeitados e não suficientemente bons, tornamo-nos cópias das crenças da mamãe, do papai, da sociedade e da religião. As crenças são tão fortes que mesmo adultos passamos a ser o nosso próprio treinador, pois existe uma parte de nós que recebe os julgamentos e chama-se vítima. Esta parte carrega a culpa, a responsabilidade e a vergonha e a outra parte é o Grande Juiz que concorda e julga.

Precisamos de um bocado de coragem para desafiarmos as nossas próprias crenças, embora não tenhamos escolhidos nenhuma delas, a verdade é que terminamos por concordar com todas. A concordância é tão forte que mesmo entendendo o conceito e não sendo  nossas verdades, sentimos culpa e vergonha quando nos colocamos contra essas regras.

Assim como o governo possui o Livro de Leis que regula o sonho da sociedade, o nosso sistema de crenças possui o Livro da Lei que regulamenta o nosso sonho pessoal. Todas estas leis existem em nossa mente e acreditamos nessas regras. São nelas que o Juiz dentro de nós se baseia, decretado a sentença para nossa outra parte, a “Vítima”, e sofremos com a culpa e o próprio castigo. Mas quem disse que existe justiça nesse sonho?

A verdadeira justiça é pagar apenas uma vez por um erro e a injustiça verdadeira é fazer o que fazemos, pagar mais de uma vez com as culpas e ressentimentos.

A humanidade busca a justiça e a beleza. Vivemos numa busca eterna pela verdade porque só acreditamos nas mentiras que possuímos armazenadas na mente. Buscamos a beleza porque, independente de quão bela seja uma pessoa, não acreditamos na sua beleza. Somos todos cegos e o que nos impede de ver são as crenças falsas mantidas em nossas mentes pois temos a necessidade de estarmos certos e de tornarmos os outros errados. Confiamos no que acreditamos, e nossas crenças nos predispõem ao sofrimento.

A nossa mente é um nevoeiro, um sonho em que mil pessoas conversam ao mesmo tempo e ninguém entende o outro, graças a mente, nos não conseguimos enxergar o que realmente é. A mente de acordo com os indianos é chamado de Maya, o que significa “ilusão”.

Esta ilusão é a noção pessoal do “Eu sou”, tudo o que nós acreditamos sobre nós mesmo, sobre o mundo, todos os conceitos e programas que temos na mente. Não conseguimos ver quem realmente somos, pois não conseguirmos perceber que somos livres.

Os seres humanos resistem a vida e a morte não é o maior medo que possuímos, pois o nosso maior é estarmos vivos e assumirmos o risco de viver e de expressar o que somos na realidade, simplesmente ser quem somos – isso é o nosso grande medo. Aprendemos a viver pelos pontos de vista de outras pessoas devido ao receio de não sermos aceitos e de não estarmos à altura do que esperam de nós.

Criamos um ideal para que todos nos aceitem criando uma imagem de perfeição, mas não nos encaixamos nessa imagem, pois ela não é real. Nunca iremos ser perfeitos sobre esse ponto de vista e não sendo perfeitos rejeitamos a nós mesmos.

Sabemos que não somos quem deveríamos ser e, portanto, nos sentimos falsos, frustrados e desonestos. Tentamos nos esconder de nós mesmos e fingimos ser quem não somos. O resultado é que não nos sentimos autênticos. Usamos máscaras sociais para evitar que os outros percebam. Temos medo de que alguém mais repare que não somos quem pretendemos ser. Julgamos igualmente os outros de acordo com nossa imagem de perfeição, e, naturalmente, eles não correspondem ás nossas expectativas.

Durante toda a sua vida ninguém faz você sofrer mais do que você mesmo, pois ninguém pode nos fazer mal com toda eficiência quanto nós mesmos, sendo o Juiz, a Vítima e o sonho social dentro de nós os responsáveis por isso.

Existem centenas de compromissos que você firmou consigo mesmo, com as outras pessoas, com os seus sonhos de vida, com Deus, com a sociedade, com seus pais, cônjuge e filhos. Contudo, os mais importantes são os que você fez consigo mesmo, dizendo quem você é, como se sente, no que acredita e como deve se comportar. O resultado é o que chamamos de personalidade.

Um único compromisso não representa tanto problema, mas muitos deles nos fazem sofrer e fracassar..

Se quisermos uma vida de alegria e realização, precisamos de coragem para romper esses compromissos baseados no medo e para recuperar o nosso poder pessoal…

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